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Mostrando postagens com o rótulo Crônicas

Sexo real ou virtual?

Eu amo a internet! Como quase todo mundo, não consigo mais viver sem ela. Acusam a virtualidade de muitas coisas, mas, na verdade, ela nos dá a possibilidade de conhecer pessoas com as quais nunca cruzaríamos, não fosse pela web. Mais que isso, na rede podemos ser quem quisermos, sem o compromisso com a verdade e, muitas vezes, sob a proteção de um fake. Eu tenho um "amigo virtual", que me faz companhia em muitas noites solitárias. Começamos a conversar há alguns anos, quando ele me pediu umas contribuições pro seu blog. Com o tempo nossos papos foram ficando cada vez mais frequentes e intensos. O assunto foi esquentando e, claro, começamos a falar sobre sexo. Coisas que gostávamos, nossas experiências passadas (verdadeiras ou não). Esperava com certa ansiedade nossos encontros virtuais. Durante um de nossos papos, ele disse que estava excitado. Eu ri. Não poderia deixar passar essa oportunidade. Pedi que abrisse a câmera, ele não exitou. Levei um susto quando vi que est...

Solidão

Acordei com o vento batendo alguma porta. Me enchi de alegria achando que era meu amor voltando pra mim. Cheguei a ouvir seus passos subindo a escada, A percebê-lo esgueirando-se pra baixo do edredon, colando no meu seu corpo com cheiro de Phebo, úmido do banho que acabara de tomar. Pude sentir sua mão escorregando por meu contorno e a respiração ofegante me chamando a participar de sua luxúria. Seu desejo rijo, denunciando todo o tesão que sente, abrindo espaço, procurando abrigo em mim. Abro os olhos. Não! Você não está aqui. Continuo sozinha, a cama continua fria, Vazia como o vazio que dói no peito O travesseiro ainda cheira a Phebo Queria seu abraço, daqueles que me fazem esquecer o mundo lá fora Choro baixinho sua ausência Era só o vento batendo alguma porta.

Virtude?

Eu tento ser a mulher pudica que você tanto quer A mulher insossa e fria, capaz de te fazer sentir seguro Mas o que fazer se esse frio nas entranhas me consome? Se quando fecho os olhos penso em como é bom te sentir entre minhas pernas? O que fazer se pra minha febre só tem um remédio? Se o sexo tem tanta importância na minha vida? Se não resisto ao meu desejo? Ao teu desejo? Desculpe, não consigo ser virtuosa porque ser puta é da minha natureza. Mas não confunda as coisas! Sou puta de um homem só. Sua. Não saio por aí a me insinuar pra ninguém. Porque não preciso. Porque não me interessa nenhum outro homem, a não ser você, a não ser que você queira.

O primo sacana

Quando resolvi escrever sobre mim, não sabia bem por onde começaria ou o que contaria. Nunca achei minha vida interessante, mas, sendo o objetivo apenas colocar no papel (ou na tela) o que penso e sinto, achei que não precisaria ter medo. Então combinei comigo mesma usar o tempo que gasto no trajeto entre minha casa e o trabalho (e vice-versa) para escrever. Para isso, logicamente, tenho que usar papel e caneta, o que, acho, até facilitaria as coisas para mim. Sei, lá. Dá uma sensação de que estou escrevendo num diário pessoal. O engraçado é que agora não estou no metrô. Estou em casa. Na cama, exatamente. A hora em que mais penso em mim e na minha vida é antes de dormir. Pois pensei tanto que perdi completamente o sono. Comecei a imaginar, então, o que poderia postar aqui. As idéias borbulharam na minha cabeça e, quando vi que o dia estava amanhecendo. Desisti de dormir e peguei um caderno velho e uma caneta. Como no quarto há apenas uma penumbra, não consigo ver nada do que escr...