Acordei com o vento batendo alguma porta. Me enchi de alegria achando que era meu amor voltando pra mim. Cheguei a ouvir seus passos subindo a escada, A percebê-lo esgueirando-se pra baixo do edredon, colando no meu seu corpo com cheiro de Phebo, úmido do banho que acabara de tomar. Pude sentir sua mão escorregando por meu contorno e a respiração ofegante me chamando a participar de sua luxúria. Seu desejo rijo, denunciando todo o tesão que sente, abrindo espaço, procurando abrigo em mim. Abro os olhos. Não! Você não está aqui. Continuo sozinha, a cama continua fria, Vazia como o vazio que dói no peito O travesseiro ainda cheira a Phebo Queria seu abraço, daqueles que me fazem esquecer o mundo lá fora Choro baixinho sua ausência Era só o vento batendo alguma porta.
Aqui não tenho que ser politicamente correta, nem preciso medir minhas palavras. Aqui posso contar aventuras que vivi ou que simplesmente imaginei e escrever minhas angústias e desejos sem pudores, sem receios - e sem compromisso.